Comitê de Pesca debate desafios da atividade pesqueira e questões ambientais em Ilhéus

Comitê de Pesca debate desafios da atividade pesqueira e questões ambientais em Ilhéus

O Programa de Compensação para a Atividade Pesqueira realizou, nesta quinta-feira (22), a 23ª Reunião do Comitê de Acompanhamento do programa, no Centro de Amparo ao Menor Abandonado de Ilhéus (CAMAIC). O encontro reuniu lideranças de comunidades pesqueiras e representantes de instituições, para acompanhar as ações do programa, discutir demandas do setor e definir encaminhamentos relacionados aos desafios enfrentados pelos pescadores.

Participaram representantes das comunidades de Aritaguá, Urucutuca, Sambaituba, Amendoeira, Ponta do Ramo, Mamoan e Itacaré, além da Associação Porto de Trás, da Associação dos Piloteiros Náuticos de Itacaré, da Associação de Pescadores e Armadores de Ilhéus e da Secretaria de Agricultura e Pesca de Ilhéus.

Entre os temas discutidos estiveram a presença do peixe-leão no litoral baiano, o convite para a primeira etapa da ação Oceano e Rio Limpo e a devolutiva dos resultados do diagnóstico da iniciativa Desafios e Mudanças Climáticas. A reunião também contou com a apresentação do Estudo Multifatorial do processo de assoreamento de trechos do Rio Almada, realizado pelo setor Ambiental da BAMIN.

O assoreamento do rio e as dificuldades de navegação e pesca estiveram entre as preocupações apresentadas pelos participantes. A criação de oportunidades para a comercialização de espécies exóticas também foi discutida como uma possibilidade relacionada à atividade pesqueira.

“A reunião do Comitê é uma oportunidade para ouvir de perto as comunidades pesqueiras, compreender os desafios enfrentados no dia a dia e construir encaminhamentos a partir desse diálogo. A discussão sobre o Rio Almada, por exemplo, envolve questões ambientais e dificuldades que afetam a navegação e a pesca. Por isso, é importante articular diferentes iniciativas, fortalecer a participação das comunidades e buscar alternativas que contribuam para a conservação ambiental e a geração de renda”, afirma Ramon Chalhoub, coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN.

Como encaminhamentos, foram apontadas a ampliação do diálogo sobre o Rio Almada, a realização de oficinas e o fortalecimento das ações de reflorestamento das margens do rio, com apoio de outros programas. Também foi discutida a necessidade de fomentar iniciativas de beneficiamento do pescado e geração de renda para os pescadores.

Durante o encontro, a BAMIN participou das discussões com a apresentação de estudos ambientais, o esclarecimento de dúvidas e a exposição de programas que podem atuar de forma integrada ao de Compensação da Atividade Pesqueira. A reunião reforçou o papel do Comitê como espaço permanente de diálogo entre as comunidades, as instituições e o setor pesqueiro, contribuindo para o acompanhamento das ações e a construção conjunta de soluções. As reuniões acontecem semestralmente. O próximo encontro está previsto para o primeiro semestre de 2027.


Publicado em: 23/10/2026