Causos da BAMIN

Causos da BAMIN

Algumas paixões nos acompanham desde a infância e mesmo quando precisamos deixá-las de lado por um período, podemos retomá-las sempre que a saudade bater ou uma oportunidade surgir. Foi o que aconteceu com a Gláucia Medeiros, nossa Gerente de Vendas. Desde criança ela tinha muito envolvimento com a música e adorava cantar nas rodas de violão com os amigos, mas foi só aos 10 anos de idade que ela ganhou a sua primeira flauta doce.

Ela aprendeu sozinha a tocar o instrumento, brincando com a flauta, até entender como funcionava. Ainda adolescente, ela chegou a se juntar com alguns músicos do bairro, aprimorando o seu conhecimento sobre o instrumento, mas acabou deixando-o de lado ao ingressar na faculdade. Depois veio o casamento, o filho e o tempo foi passando, mas a vontade de voltar a tocar nunca deixou de existir.

Foi em uma viagem a trabalho para a Bélgica que ela viu a oportunidade de retornar para a música. “Em BH as lojas de instrumentos naquela época (anos 80-90) não tinham as flautas fisicamente, mas sempre apresentavam catálogos com os modelos e preço. Nesta viagem visitei uma loja de instrumentos musicais e pude experimentar uma flauta transversal, então, decidi que não poderia sair de lá sem ela”, comenta Gláucia.

Assim que retornou para o Brasil, Gláucia procurou um professor que pudesse ensiná-la a tocar de maneira mais profissional. E desde então ela não parou mais! Já são 15 anos desde aquela viagem em que ela decidiu retomar o hobby e hoje toca em rodas com amigos, em eventos de casamentos e em shows quando convidada, em geral ao lado do marido que é violonista profissional.

Hoje ela faz parte de uma orquestra de flautas, a Flautti – da Fundação de Educação Artística de BH. Recentemente a Flautti apresentou o espetáculo “(In)vento”, com um repertório de canções com o tema “vento”.

“Todas as vezes que eu me apresento, principalmente com a orquestra, é tão maravilhoso! Esse momento foi emocionante. Nós sempre nos preparamos muito e o nosso maestro é sensacional.  Foi um espetáculo muito especial, pois foi o primeiro depois da pandemia”, completa Gláucia.

Segundo ela, são seis meses de preparação devido à complexidade dos arranjos. Como é uma orquestra de artistas amadores, que possuem outras profissionais, eles se reúnem com menos frequência e, por isso, precisam de mais tempo para “lapidar” o repertório.

E ela tem uma dica para quem sempre sonhou em tocar um instrumento e não realizou ainda: “Eu acho que tem que começar! Quando é algo que você realmente gosta, você consegue encaixar na rotina, e a música faz muito bem, relaxa, a sua mente desconecta do dia a dia, é uma coisa que realmente desestressa. É social também, pois você se conecta com outras pessoas por meio da música, além de ser bom para a saúde. Hoje existem até terapias através da música”.

Bateu a curiosidade para ver Gláucia tocando? Clique aqui e confira!


Publicado em: 12/01/2024